No morro do Índio, o início de uma viagem pelos contos de Luís da Câmara Cascudo

Conto em qualquer canto: as Câmaras de Luis, da Indômita Cia (Campinas)

Uma mala, caixas de som e violão. Sem que os alunos da UME Elza Silva dos Santos, no Morro do Índio, na Vila Esperança de Cubatão pudessem imaginar, esses três elementos foram os materiais necessários para o início de uma viagem pela obra de Luís da Câmara Cascudo, folclorista que dedicou toda a sua vida no estudo da cultura popular brasileira.

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Além da viagem pelo folclore nacional, a Indômita Cia de Campinas levou ao público uma verdadeira aula de Geografia, contando lendas e histórias compiladas por Câmara Cascudo em cada uma das cinco regiões do país – Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Além dos contos, narrados por Loi Lima, as viagens também são trilhadas pelos ritmos populares brasileiros, na voz da musicista Tatiana Rocha.

A magia começa quando a mala se abre e dentro dela há um cenário encantado, onde a história do marido da mãe d’água é contada. Outros contos são narrados, como ‘Mapinguari’, ‘Romãozinho’ e ‘Chico Rei’. Em comum, todos trazem ensinamentos sobre as virtudes humanas e a necessidade de praticar a retidão de caráter.

“O espetáculo parte do princípio de que não podemos deixar com que essas histórias se percam. A riqueza do nosso folclore vai além das lendas tradicionais do saci e do curupira. Em determinado momento, o público percebe que a mala que eu carrego tem uma bagagem pertencente a todos nós. Dentro dela está a herança folclórica e cultural do povo brasileiro”, aponta Loi Lima.

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