Legado de etnias: o maracatu

Maracatu do baque virado – Zabelê (Cubatão)

Caboclo – Quiloa (Santos)

Dança folclórica de origem afro-brasileira, típica do estado de Pernambuco, o Maracatu surgiu em meados do século XVIII, a partir da miscigenação musical das culturas portuguesa, indígena e africana. Dois grupos que resgatam a tradição do Maracatu na Baixada Santista participaram da segunda edição do Circuito de Cultura Popular, ambos do gênero Maracatu Nação, também conhecido como Maracatu do Baque Virado.

quiloa

Maracatu/Zabelê Cubatão. Dançando ao som do tarol e da zabumba, o Grupo Zabelê de Cultura Popular se apresentou na Praça da Independência, no Jardim Casqueiro, em Cubatão. O grupo desenvolve seu trabalho na Vila dos Pescadores, comunidade vulnerável da Baixada Santista. O trabalho para criação do Maracatu surgiu a partir de uma pesquisa com os moradores da comunidade, que identificou alguns mestres em meio a presença maciça de famílias pernambucanas na região.

“Enquanto moradores de Cubatão, o Grupo Zabelê surgiu com o intuito de trabalhar e preservar as manifestações nordestinas, uma vez que a cidade é a que concentra a maior quantidade de migrantes. Nossa loa (cântico entoado durante a apresentação) conta a história do nosso povo e do nosso grupo”, destaca Juliana Clabunde.

Caboclo/Maracatu Quiloa. Com danças marcadas por coreografias específicas e representações de personagens históricos como reis, embaixadores e rainhas, o Maracatu Quiloa transmitiu cultura e ensinamentos na Praça do BNH, em Santos.

Com treze anos de história, a Associação Cultural Quiloa é o primeiro grupo de Maracatu da Baixada Santista e o primeiro fora do estado de Pernambuco a participar do Carnaval Multicultural de Recife. O trabalho tem como público-alvo as crianças, jovens e adultos com o objetivo de democratizar a cultura popular por meio da economia criativa e vivências culturais em linguagens artísticas.

“O que o Circuito de Cultura Popular faz é algo que talvez nem mesmo as pessoas que organizam entendam a dimensão. Ele leva para o espaço urbano e, de forma totalmente gratuita, apresentações que são na realidade um ato de resistência das culturas populares tradicionais. Sem os preconceitos e os julgamentos, faz com que qualquer pessoa pare e escute nossa mensagem. A mensagem do maracatu. A mensagem da cultura popular”, destaca Felipe Romano.

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