Encontros e reencontros no quintal

Meu Quintal é Maior que o Mundo, do Teatro Widia (Santos)

Em um quintal maior que o mundo – que também pode ser uma praça em Cubatão, repleta de boas energias – atores, crianças, jovens e adultos se encontraram para brincar, fazer poesia e teatro onde o olho vê, a lembrança revê e a imaginação transvê a obra do autor Manoel de Barros.

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Mesclando elementos do folclore pantaneiro – como a viola de cocho, o siriri e o cururu – e resgatando as memórias afetivas das brincadeiras infantis e dos brinquedos manuais, ‘Meu Quintal é Maior que o Mundo’, do Teatro Widia, foi uma das brincadeiras encenadas durante a segunda edição do Circuito de Cultura Popular em Cubatão.

Com direção e concepção cênica de Platão Capurro Filho, a adaptação do livro ‘Memórias Inventivas’ conta no elenco com Diego Alencikas, Ernani Sequinel, Fabíola Moraes e Val Nascimento.

“Como pantaneiro, conheço o quintal tão presente na obra de Manoel de Barros. As brincadeiras da infância aconteciam com brinquedos fabricados pelas próprias crianças, utilizando latas e outros elementos aparentemente desimportantes. Esse olhar, esse resgate do lúdico que ficou esquecido foi o que todo o grupo buscou resgatar de suas próprias memórias para montar o espetáculo”, argumenta Platão.

Na obra de Barros, muito influenciada pela sua relação com o Pantanal brasileiro, o homem, como criança, constantemente redescobre, renomeia e atribui novos significados à natureza e aos seus fenômenos.

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