Congada, a dança da liberdade

Com danças, cantos e músicas, os mais de 30 participantes da Congada de Santa Ifigênia se apresentaram no estacionamento do Clube Parque Cecap, em Guarulhos. Evento que faz parte do folclore brasileiro, a Congada é uma espécie de desfile que reúne elementos das tradições tribais de Angola e do Congo, com influências ibérias no que se refere à religiosidade. A procissão acabava em uma igreja, onde, com a presença de uma corte e seus vassalos, acontecia a cerimônia de coroação do Rei Congo e da Rainha Ginga de Angola.

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Em sua quarta geração, a Congada de Santa Ifigênia é a primeira comunidade a trazer uma mulher em sua guarda. Sob o comando de Gislaine Donizete, o grupo é formado por quarenta integrantes – entre crianças, jovens, adultos e anciões – que mantêm o legado de Zé Baiano, pai de Gislaine.

Vestidos de branco e verde, com quepes caprichosamente ordenados com símbolos litúrgicos, a Congada surgiu na década de 1950 na região de Conselheiro Lafaiate (MG) e migrou para Mogi das Cruzes (SP) mantendo a tradição nos ritmos, na louvação de todos os santos, nas danças de origens africanas e nos cantos.

“Ainda hoje no Brasil é difícil ver uma mulher comandando grupos folclóricos. Sinto o peso de levar adiante a ancestralidade e passar os ensinamentos para as próximas gerações. Vivemos períodos difíceis, onde muitos festivais e manifestações estão morrendo. Nossas apresentações têm como principal objetivo não deixar a cultura acabar”, afirma a mestra.

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