Cavalo Marinho reúne centenas em praça pública de Santos

Cavalo Marinho – Boi da Garoa (São Paulo)

Caía a tarde quando a praça do BNH, em Santos, foi tomada por músicos e dançarinos do Boi da Garoa, grupo criado em 2010 na capital paulista, que tem como foco encenar a tradição do Cavalo Marinho, folguedo típico da zona da mata de Pernambuco. Variante do bumba-meu-boi, a brincadeira é composta por música, dança, poesia, coreografias, loas e toadas.

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A apresentação, que costuma seguir por toda a noite, foi abreviada para durar uma hora e meia, período onde mais de mil pessoas puderam participar da encenação de origem portuguesa, que ganhou nova leitura rítmica e personagens em sua versão brasileira.

“A riqueza da nossa cultura não vem dos políticos e sim das pessoas. Queremos, por meio da nossa arte, falar dos verdadeiros detentores dessa tradição, que são as pessoas que fizeram e ainda fazem a beleza e a riqueza cultural do nosso Brasil”, pondera Fernando Correa, que se denomina como um ‘curioso’.

Alguns pesquisadores defendem que o cavalo marinho é um tipo de versão brasileira da commedia dell’arte. A música e o canto são os fios condutores de toda a trama e são executadas pelo conjunto cujo instrumental é formado por rabeca, pandeiro, recos e um mineiro (também chamado de ganzá).  O ponto alto da peça é a chegada do boi, que é dividido entre os participantes.

O auto expressa as condições sociais dos engenhos, com personagens como o senhor do engenho, os escravos, as elites, o representante da lei e o boi, que é um elemento constante para o homem do campo.

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