A história de quem vem do litoral

Pescando Lendas, Bella Cia de Teatro e Circo de São Paulo

As lendas tradicionais do Litoral pegaram carona com a caravana do Circuito de Cultura Popular e foram ser encenadas em Guarulhos, onde 900 alunos da EPG Graciliano Ramos foram apresentados ao Hipupiara de São Vicente e demais personagens que habitam o folclore caiçara durante o espetáculo ‘Pescando Lendas’, da Bella Cia. de Teatro e Circo de São Paulo.

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Durante uma pescaria, causos, contos e tradições como a da folha cataia de Cananéia, o boi ratambufe de Ubatuba e o fantasma do Paquetá de Santos foram encenados para as crianças, que também aprenderam, por meio da pesca de itens não compatíveis com uma pescaria, a preservar o meio ambiente. A lenda do monstro marinho de São Vicente contou com a aparição de um boneco de aproximadamente dois metros de cumprimento, que desfilou entre as crianças.

“O espetáculo surgiu após uma intervenção na Semana da Cultura Caiçara, em 2015. Buscamos resgatar os costumes, vestuário, música, literatura, artesanato e lendas da cultura caiçara para justamente promover esse intercâmbio. Buscamos também trabalhar com a consciência ecológica da plateia, formada essencialmente por crianças. Nosso teatro conta lendas e fala sobre a importância da reciclagem e do meio ambiente”, aponta Juliana Bordallo.

‘Caiçara’ foi o primeiro nome dado pelos indígenas para quem vivia na região litorânea do Brasil. O termo tinha um cunho pejorativo e era empregado para se referir aos índios que viviam com o homem branco. Hoje, é considerado caiçara quem nasce de Paraty (Sul do Rio de Janeiro) até o Norte do Paraná.

“Os caiçaras formaram o povo brasileiro, pois são frutos de uma miscigenação entre indígenas, europeus e africanos. Costumamos dizer que o caiçara é a gênesis da brasilidade e sua cultura influenciou diversas outras manifestações ao redor do Brasil”, aponta Márcio Barreto.

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